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Copom aumenta taxa de juros em 0,75 ponto percentual, para 13% ao ano 24/07/2008



O Comitê de Política Monetária (Copom), em reunião que durou menos de três horas, decidiu elevar a taxa básica de juros Selic de 12,25%, para 13% ao ano. A decisão foi unânime e representa a terceira alta consecutiva dos juros.

A alta de 0,75 ponto percentual é a segunda maior realizada no governo Luiz Inácio Lula da Silva. Antes do aumento desta quarta-feira, a maior elevação tinha sido em fevereiro de 2003, quando os juros subiram de 25,50%, para 26,50% ao ano.

A taxa de 13% voltou ao patamar de janeiro de 2007. Em comunicado, o Banco Central informou que a decisão tem o objetivo de controlar a inflação.

"Avaliando o cenário macroeconômico e com vistas a promover tempestivamente a convergência da inflação para a trajetória de metas, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 13,00% ao ano, sem viés", afirmou o Copom em nota divulgada à Imprensa.

Segundo a última pesquisa semanal do Banco Central, os analistas do mercado prevêem que a inflação de 2008 supere o teto da meta do governo, de 6,5% .

A maior parte do mercado, segundo a última pesquisa semanal do Banco Central junto aos analistas, apostava em elevação de 0,5 ponto percentual. Mas, nos últimos dias, algumas instituições reviram suas projeções, avaliando que o cenário justificava um aumento maior, de 0,75 ponto percentual. O próximo encontro do Copom será nos dias 9 e 10 de setembro.

Lula disse para Meirelles fazer o necessário para conter preços

Apesar de impopular, a decisão do Copom de acelerar o ritmo de alta dos juros foi estimulada pelo Palácio do Planalto. Segundo reportagem de Gerson Camarotti e Chico de Gois, publicada nesta quinta-feira no jornal O Globo, em conversa recente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu sinal verde para o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, fazer o que for preciso para conter a escalada dos preços .

Antes do anúncio do Copom, Lula voltou a afirmar que o combate à inflação é uma das prioridades do governo . Segundo Lula, o governo não pretende frear o consumo no país, mas sim garantir que o \'pobre\' possa consumir mais.

- Não vou diminuir o consumo no país. Vamos garantir custe o que custar. Tá na hora dos pobres ocuparem um lugar de destaque - disse o presidente.

Lula garantiu que o dragão da inflação não vai atormentar os brasileiros como antigamente:

- Combater a inflação é quase uma questão de honra do governo. Se alguém acha que a inflação vai voltar, que nem já aconteceu, pode tirar o cavalo da chuva.

Publicado por:     O Globo Online em: 24/07/2008


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